“Impressões de uma carioca”

27 de Setembro de 2007 @ 17:16 - Romo
Arquivado sob Mensagens | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Gostaria de encaminhar para vocês um texto que escrevi sobre o FIHQ e sobre as impressões bacanas que eu senti, enquanto visitante.
Se quiserem publicar (postar?) só peço que me avisem.
abs
Teresa

Da cor do desenho

Participar de um festival de humor e quadrinhos é divertido. É como um desenho colorido. Esse festival sendo no Nordeste já melhora. Em Recife então, nem se fala.
Recife é um Estado de uma cultura riquíssima e de uma beleza natural e arquitetônica que nos faz vibrar.
A fala mansa e sedutora nos leva para um outro pensar. O pensar da música, da calma, da leveza.

A abertura do 9º FIHQ – Festival Internacional de Humor e Quadrinhos ocorrida na belíssima Torre Malakoff no domingo 16 de setembro no bairro Recife Antigo, confirmou mais uma vez a sua importância. O FIHQ é realizado pela ACAPE – Associação dos Cartunistas de Pernambuco, com patrocínio do Governo do Estado através da FUNDARPE – Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco, tendo ainda o apoio da Prefeitura e da OI Kabum! – Escola de Arte e Tecnologia.

Com as exposições montadas nos 4 andares da Torre divididas entre: premiados nacionais e internacionais (29 países inscritos!), homenageado do ano, mostra dos quadrinhos com o coletivo boliviano “Viñetas com Altura”, além de trabalhos individuais de cada um dos jurados, deu um colorido que só não foi maior do que os balões de gás e o palhaço-mestre-de-cerimônia do evento deste ano.
Como se estivéssemos em um picadeiro ao ar livre, com malabaristas, equilibristas, pernas-de-pau, pipoca, churros e algodão doce, a cerimônia de entrega dos prêmios prosseguiu com entusiasmo e a emoção do cartunista homenageado Ral. Romildo Araújo Lima, pernambucano de 56 anos, criador do troféu “boi misterioso” que fez um singelo discurso com a mesma simplicidade e beleza de seus traços, emocionando o público presente composto por jornalistas, desenhistas, artistas de várias áreas e crianças, muitas crianças.

Um festival que tem uma curadoria e uma organização que além de tudo que precisa pensar, pensa no bem estar dos convidados, só nos faz acreditar que cada vez mais o prazer é fundamental para a nossa essência.
A força do FIHQ, com oficinas, lançamentos de livros, palestras e as exposições, vem comprovar que esses festivais espalhados pelo mundo crescem a cada ano revelando novos talentos e reforçando que o traço do humor, seja ele na charge, no cartum, na caricatura ou nos quadrinhos, são elementos fundamentais que nos acompanham no nosso cotidiano.
É só olhar.

Agradecimentos para Samuca, Lin, Mascaro, Anderson, Claúdia, Ral, Baptistão, Alejandro, Avril, Mona, Gabriel Moon, Fábio Bá e Jota A.
E em especial para Marcio Leite.

Teresa Souza
18.9.07

3 Comentários »

RSS de comentários deste artigo. URI para link desta publicação:

  1. Caros,
    A FIHQ de fato estava excelente…Mas já foi melhor…
    Melhor no calor humano, melhor nas oportunidades para quadrinhos nacionais, melhor projeção.
    A FIHQ merecia mais quadrinhos reais, quadrinhos com ação, quadrinhos nacionais e internacionais, merecia super-heróis, fantasia, arte.
    Poderiam ter convidado nossos mestres: Watson Portela(mesmo sendo uma pessoa difícil de ser achada), pessoas do nordeste, com esforço e pserseverantes, o pessoal do made in PB, Heróis Brazucas. Pessoal que de fato faz parte de quadrinhos. Pq não fizeram um stand com quadrinhos????KD a DEVIR???? A Conrad??? Eles estavam com stand na Bienal do RJ…basta convidar a turma q eles comparecemmm…
    É uma pena essa mudança na administração…
    VIVA HQ de verdade…

    Comentário de Uma pessoa com atitude — 1 de Outubro de 2007 #

  2. Olá, “pessoa com atitude”. Obrigado por seu comentário. E obrigado por reconhecer que o FIHQ estava excelente. Afinal, a ACAPE tem trabalhado duro para que isso aconteça.

    Quanto aos outros pontos, destaco seu comentário sobre “melhor projeção”: o festival é reconhecido, é citado nos principais sites e blogs sobre quadrinhos, a imprensa local dá bastante divulgação. Ainda acreditamos que é preciso mais, sempre. Mas mesmo sem essa “projeção” da qual você fala, é o evento da Torre Malakoff que mais atrai público, e nesta edição batemos o recorde de inscrições para o salão.

    1 - Me explique o que é “quadrinhos reais”, ok? Quadrinhos nacionais e internacionais? Todo ano temos isso. Super-heróis? Ok, também gosto. Mas em que sentido? Tivemos uma inusitada visão desse gênero no ano passado, com o árabe Naif Al-Mutawa. Sempre temos contatos com feras dos comics, mas infelizmente às vezes agendas não batem…mas não desistimos, certo?

    2 - Ok, Watson está em nossa pauta para ser homenageado desde sempre. Este ano tentamos, de verdade, contato com ele. Você não imagina a dificuldade, mas não conseguimos. Quem sabe no próximo? Falando em mestres, este ano homenageamos Ral. Você conhece? Consulte a velha {no bom sentido} guarda do traço pernambucano e veja as opiniões sobre ele; consulte também a geração intermediária {como eu} e também só ouvirá elogios. Não esquecemos nossos mestres, nunca.

    3 - Nordeste? Tem sempre gente do Nordeste numa edição do Fihq; tudo bem que nem sempre de quadrinhos, mas tem. Mas o Henrique Magalhães conta? E o Emir Ribeiro? Você foi assistir à palestra do Shiko, da Paraíba, na edição deste ano? O cara é animal, transita pela arte do traço em todas as suas expressões; os quadrinhos dele são excelentes, o cara desenha demais. Talvez não seja o estilo que você parece gostar, mas é nacional, é nordestino, deve ser valorizado – e principalmente, conhecido.

    4 - O que é “pessoal que de fato faz parte de quadrinhos”? Com isso você quer dizer que os quadrinistas brasileiros que estiveram no FIHQ em 2006 e 2007 – organizados por ESTA administração - não fazem parte, de fato, de quadrinhos? Isso é reduzir os “que de fato fazem quadrinhos” apenas àqueles que transitam pelos gêneros que você citou – eu conheço os fanzines citados, certo? Os irmãos Bá e Moon este ano não fazem parte, de fato, dos quadrinhos? E Érica Awano e Marcelo Cassaro, ano passado?

    5 - Quanto aos stands…não basta apenas convidar para eles aparecerem. Isso também tem um custo, e ele é alto. No FIQ de BH em 1999, a Devir tava com um stand gigantesco lá, com coisas desde fanzines dos anos 80 até edições importadas caríssimas. Imagina quanto custou montar tudo. então, não sei se compensaria para eles virem para o Fihq…o Rio é pertinho deles, assim como Minas…imagina a logística prá trazer eles prá cá. Mas isso também já foi discutido dentro do FIHQ, inclusive com o governo do Estado, mas não andou. Quem sabe mais na frente.

    6 - Ok, vamos ao ponto final. “É uma pena essa mudança na administração… VIVA HQ de verdade”.

    Deve ser a terceira vez que alguém faz um comentário aqui e se lamenta pela mudança de administração. Seguinte: a nova administração foi eleita, democraticamente, por aqueles que fazem parte do segmento, devidamente cadastrados e aptos a votar – não houve golpe de estado, não há teorias da conspiração aqui, como já foi colocado por um articulista na internet, ok? E eu não entendo porque “a seleção virou uma palhaçada”, como já disseram em outro comentário, já que os membros são praticamente os mesmos desde a criação da ACAPE. Quanto ao julgamento e escolha dos vencedores, isso é com o júri formado pelos convidados, ok? – diga-se de passagem, um júri de qualidade e competência inquestionáveis, que já teve como membros: Will Eisner, Don Rosa, Jano, Peter Kuper, Marcelo Campos, Angeli, Laerte, Sônia Luyten, Henrique Magalhães, os irmão Bá e Moon…

    O engraçado é que quando um artista local ganha, “é porque é panelinha” - juro como já ouvi isso. Quando ninguém daqui ganha ou não é selecionado, “é porque a seleção é ruim”.
    Aliás, sem vivenciar os bastidores, ninguém tem o direito de tecer teorias esdrúxulas sobre o que acontece. Ninguém sabe o que acontece, como é difícil realizar um evento desse porte, a burocracia que é colocar isso no ar.E sempre foi difícil, mesmo no tempo de Lailson - ele sempre nos contava as dificuldades, os cortes de verba, os atrasos.

    Mas o FIHQ está no ar; e ano que vem tem mais, e depois, e depois, independente de quem esteja à frente da associação e do governo. Quem tem idéias, sugestões e críticas deve se associar e colaborar, para que possamos valorizar mais e mais nossa profissão.

    Me desculpe se fui extensivo, e mais ainda pelo que vou dizer agora: uma pessoa com atitude mesmo, de verdade, não se esconde por trás de pseudônimos numa hora dessas.

    Obrigado.

    P.S.: o que é “HQ de verdade?”

    Comentário de Bruno Alves — 11 de Outubro de 2007 #

  3. Gente que resenha…Acho que a FIHQ está de parabéns.
    A organização está excelente.E realmente deve ser uma loucura organizar evento desse porte.
    Mas fica meus parabéns a todos.

    Comentário de Taty Lins — 12 de Outubro de 2007 #

Deixe um comentário


Hits para esta publicação: 425

blog.acape.org.br | http://blog.acape.org.br